Desenvolvendo a Empatia: o que é necessário para entender o outro?

Você já deve ter ouvido falar em empatia, o que é um bom começo, já que precisamos muito desse comportamento.

Hoje em dia é comum ver pedidos por mais empatia, principalmente em momentos difíceis como acidentes, desastres, pandemias, etc.

Mas poucas pessoas sabem de verdade o que significa ser empático e conseguem exercer essa habilidade no dia a dia.

“A empatia é certamente um dos mais nobres sentimentos humanos. Para entender e ajudar o próximo é necessário se imaginar na condição dele.” Lázaro de Souza Gomes

Para vivermos melhor em sociedade é necessário entender a outra pessoa, conseguir se colocar no lugar dela e aceitar que nem sempre ela será do jeito que gostamos.

Todos precisam ser mais empáticos, principalmente se convivem com muitas pessoas diferentes, exercem papéis de liderança e trabalham com público.

Nesse artigo você vai aprender mais sobre o poder da empatia e como você pode se tornar mais empático e ajudar a construir uma sociedade mais igualitária.

O que é a empatia?

A palavra empatia advém do grego “empathea”. “Patho” significa emoção e “en” é “em”, então empatia significa algo como “sentir junto” ou “sentir em” e é próximo do termo simpatia, apesar de seu significado ser muito mais profundo.

Empatia é a capacidade emocional de se colocar no lugar da outra pessoa.

“Perceber o que as pessoas sentem sem que elas o digam constitui a essência da empatia.” Daniel Goleman

O termo é amplamente utilizado nos dias atuais para definir a necessidade de entendimento entre as pessoas, onde um indivíduo se torna melhor e mais completo quando consegue se colocar próximo a outro.

Resumidamente, uma pessoa empática é capaz de olhar para outra pessoa e entender profundamente suas diferenças, dificuldades e sua personalidade.

“Ser empático é ver o mundo com os olhos do outro e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele.” Carl Rogers

Mas por que isso é importante?

Você já precisou de compreensão em um momento difícil? Um dia em que estava muito doente ou muito triste, ou muito cansado para fazer o que era esperado de você?

Pessoas empáticas são capazes de oferecer essa compreensão de bom grado, sem humilhações, rebaixamentos ou brigas.

Elas conseguem tratar outras pessoas da forma como gostariam de ser tratadas, mas sem exigências.

Existem diferentes tipos de empatia: cognitiva, emocional e solidária.

A empatia cognitiva é conseguir entender como a outra pessoa experiencia o mundo. É compreender como essa pessoa enxerga a sociedade, as outras pessoas e até mesmo a própria vida.

Quem consegue exercer esse tipo de empatia é capaz de compreender como a outra pessoa reage em determinados assuntos, consegue adequar naturalmente o modo de falar e agir para motivar, acalmar ou convencer, dependendo da necessidade.

A empatia emocional é a capacidade de compreender os sentimentos alheios. É o tipo mais “comum” de empatia, mas na verdade é o mais difícil de desenvolver.

Colocar-se verdadeiramente no lugar de outra pessoa é impossível, mas uma pessoa que tem empatia emocional chega muito perto.

Não é apenas dizer “eu sei como você se sente”, é compreender a dor de uma pessoa em luto sem transformar esse momento em uma lembrança sua. É sentir essa dor junto com a pessoa.

A empatia solidária é a vontade verdadeira de ajudar outra pessoa sem esperar algo em troca. Quem é assim se move espontaneamente para oferecer ajuda, um abraço ou uma parte do seu tempo para outra pessoa.

Não é somente uma pessoa filantrópica ou quem trabalha em ONGs. Doar um pouco do seu tempo para ouvir o outro ou abraçar quem está triste já demonstra a empatia solidária.

Qualquer relacionamento com outro indivíduo exige algum grau de empatia. Nós vivemos em sociedade e isso significa conviver com pessoas muito diferentes de nós, que possuem problemas, necessidades, sonhos e tristezas.

Por isso é tão importante desenvolver a empatia e conseguir criar relações verdadeiras com as pessoas, mesmo que sejam relações profissionais ou momentâneas.

“empatia (s.f.)
não é sentir pelo outro, mas sentir com o outro. quando a gente lê o roteiro de outra vida. é ser ator em outro palco. é compreender. é não dizer "eu sei como você se sente". é quando a gente não diminui a dor do outro. é descer até ao fundo do poço e fazer companhia pra quem precisa. não é ser herói, é ser amigo.
é saber abraçar a alma.” João Doederlein

Quer aprender mais sobre empatia, o que é necessário para ser mais empático e dicas para relacionamentos mais verdadeiros? Temos o que você precisa! Siga com a gente.

Como posso me tornar mais empático?

Você já percebeu que a empatia não é tão simples como parece, exige um alto grau de comprometimento para conseguir desenvolver.

Mas é possível alcançar níveis de empatia seguindo nossas dicas, então anote e coloque em prática o quanto antes!

A primeira e principal dica é desenvolver sua Inteligência Emocional.

Ela é a base de qualquer relação que envolve suas emoções e de outras pessoas. Escrevemos um artigo completo sobre esse assunto, que você pode acessar clicando aqui.

A segunda dica, que você deve aplicar em conjunto com a primeira, é o autoconhecimento. Assim você consegue saber até onde sua empatia conseguirá se desenvolver.

A terceira dica é ler nosso artigo sobre Relacionamento Interpessoal e Intrapessoal para saber como lidar com as pessoas e consigo mesmo.

Além disso, você pode colocar em prática pequenas mudanças de comportamento que a longo prazo serão fundamentais para se tornar uma pessoa empática.

Conheça as pessoas

Você precisa aprender a ouvir a experiência de outras pessoas, ouvir sobre seus medos, suas vontades, sua história.

Depois de conhecer outra pessoa, será mais fácil para você sentir compaixão e vontade de ajudá-la.

Para isso você deve parar e ouvir com toda a sua atenção. Não fique no celular e não interrompa quando a pessoa estiver falando. Se você quer compartilhar uma história, espere ela terminar de falar. Demonstre interesse.

Encontre pontos em comum

Todos nós, seres humanos, temos coisas em comum. Seja nossa necessidade de compreensão e alimento, até nosso desejo de conhecer o mundo.

Descubra o que você possui em comum com as pessoas com quem conversa. Divida esses pontos e forme vínculos com elas, compartilhe histórias e momentos.

Evite fazer julgamentos

Mesmo que você escute a pessoa e tenha pontos em comum com ela, você não sabe o que ela sente, o que ela pensa e como as coisas se desenvolvem na vida dela.

Evite pensar negativamente nas pessoas que você conhece. Se elas não agradam, apenas afaste-se, sem falar mal ou magoar ninguém.

“Antes de julgar a minha vida ou o meu caráter... calce os meus sapatos e percorra o caminho que eu percorri, viva as minhas tristezas, as minhas dúvidas e as minhas alegrias. Percorra os anos que eu percorri, tropece onde eu tropecei e levante-se assim como eu fiz. E então, só aí poderás julgar.” Atribuído a Clarice Lispector

Veja pelos olhos do outro

Conhecer, encontrar pontos em comum e não julgar o outro são os primeiros passos. Porém para ser verdadeiramente empático você precisa tentar enxergar o mundo pelos olhos dessa pessoa.

Como sabemos que isso é impossível, o que podemos fazer é ouvir, tentar conectar nossas emoções e buscar dentro de nós os momentos em que nos sentimos daquela mesma forma.

Não fale “eu sei como você se sente”

Mesmo após seguir o passo anterior, você não sabe exatamente como aquela pessoa se sente. Falar isso e completar com “já aconteceu a mesma coisa comigo” nem sempre resolvem algo e na maioria das vezes soa como se você diminuísse a dor alheia.

Você pode substituir esse comportamento e apenas perguntar para a pessoa como ela se sente e o que você pode fazer por ela. Ofereça seu tempo, seu ombro amigo e um abraço, se ela quiser.

Pare de oferecer conselhos

Uma pessoa verdadeiramente empática sabe que nem sempre uma coisa funciona para duas pessoas da mesma forma. Se você quer ajudar o outro, formem uma solução juntos, através de conversa e compreensão.

Dar conselhos é oferecer a solução dos seus problemas para outra pessoa. Isso demonstra simpatia, mas está longe de ser uma atitude empática.

Quando nada disso funcionar ou você não conseguir manter um diálogo com a pessoa, respeite-a como você gosta de ser respeitado e entenda que todo ser humano merece ser tratado com dignidade.

Agora que você sabe por onde começar, anote esses comportamentos na sua agenda diariamente e tente exercê-los com todas as pessoas que você conhece.

Neste artigo você aprendeu sobre empatia, o que é necessário para se tornar uma pessoa mais empática e quais comportamentos te afastam desse caminho. Já sabe por onde vai começar?

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