Educação tradicional em xeque: ainda vale a pena fazer faculdade no Brasil?

Depende. Tratando-se de salário, pessoas com ensino superior completo ganham 2,5 vezes mais. Por outro lado, 40% dos jovens formados não têm empregos qualificados. Será que vale a pena fazer faculdade no Brasil?

Foto de uma formanda assoprando papel picado
Crédito Imagem: Clay Banks em Unsplash

Esse texto não tem a intenção de dar uma resposta pronta, mas fazer você pensar.

Se você nunca se perguntou se ainda vale a pena fazer faculdade, é muito provável que, depois dessa leitura, você passe a se questionar.

Caso você já esteja se questionando a este respeito e indo atrás de uma resposta, você não vai encontrá-la pronta. Mas, encontrará argumentos e informações para ajudá-lo a formar sua própria opinião sobre o  assunto.

Será que, para você, vale a pena fazer faculdade no Brasil?

Sumário:

As faculdades e a Revolução Industrial: entenda a origem do modelo educacional vigente
As faculdades e a Revolução Digital
Os problemas do modelo de educação tradicional na Era Digital
1. Muita teoria, pouca (ou nenhuma) prática
2. Ensino mecânico: priorização da memorização sobre o aprendizado efetivo
3. Desconsideração dos diferentes tipos de inteligência
4. Pouco (ou nenhum) estímulo ao pensamento crítico e à criatividade
5. Não preparam para o mercado de trabalho
O problema da massificação das faculdades
Ainda vale a pena fazer faculdade?
Caminhos alternativos: outras formas de instrução
Conclusão

As faculdades e a Revolução Industrial: entenda a origem do modelo educacional vigente

Originalmente, as faculdades – também chamadas de universidades e academia – tinham como único propósito a educação.

Seu principal objetivo era a transmissão do conhecimento por aqueles que o possuíam para aqueles que se interessavam (e que tinham condições políticas e financeiras para tanto).

Refiro-me aqui à Grécia Antiga, a exemplo da Academia de Platão. O mesmo vale para a primeira faculdade, a Universidade de Bolonha, na Itália, a qual foi fundada por estudantes como um local para intercâmbio de conhecimento.

Cursar faculdade era, a princípio, a única forma de aquisição de conhecimento, cultura e sabedoria. Buscava-se, com a formação acadêmica, desvendar os mistérios da matemática, das línguas, da física, da biologia, das artes, etc. O diploma era, então, o comprovante de tais conhecimentos.

Essa dinâmica mudou com a Revolução Industrial.

As faculdades passaram a não ter mais como objetivo exclusivo o estímulo do conhecimento. Passaram a ser responsáveis por pesquisas que eventualmente levariam ao desenvolvimento tecnológico da sociedade e, especialmente, pela formação de profissionais.

Isso porque as grandes indústrias precisavam de mão de obra para operar as máquinas. Neste contexto, as faculdades passaram a ter como objetivo principal a qualificação da mão de obra, preparando os alunos para o mercado de trabalho.

O modelo educacional que as faculdades de hoje em dia apresentam teve origem neste contexto e, desde então, passou por poucas modernizações.

Não se pode negar que muita coisa evoluiu, até porque a adequação às novas tecnologias foi imperativa. Mas a ideia principal do modelo educacional tradicional continua a mesma: formar mão de obra.

Como você vai ver adiante, esse modelo de ensino que ainda perdura no Brasil prioriza a educação engessada de uma grade curricular padrão, há excesso de teoria e pouca prática e pouco estímulo ao desenvolvimento do pensamento crítico e criatividade, o que não condiz com a nova dinâmica social.

Tirinha representando uma máquina onde os alunos entram e saem formados e é sugada a criatividade, inteligência e disciplina. Um empresário observa a máquina e diz: "Bom!"
Fonte: The Culture of Schooling Cartoon Book 

As faculdades e a Revolução Digital

Vivemos na Era Digital. A Era Industrial ficou para trás, é passado. O digital é o presente – não o futuro, como alguns desavisados ainda alegam.  

Com o surgimento de novas tecnologias, a informação se tornou acessível a todas as pessoas por meio da internet. Hoje, tudo (ou pelo menos quase tudo) o que você quiser saber, consegue encontrar no Google de forma imediata e gratuita.

O conhecimento não está mais restrito às salas de aula, muito menos às universidades. Se antes o diploma era a única garantia que diferenciava quem tinha conhecimento de quem não tinha, o surgimento da internet rompeu com este paradigma.

Além disso, todas as profissões estão se tornando altamente tecnológicas. Muitas profissões estão ficando obsoletas e correm o risco de desaparecer. As pessoas das gerações passadas, precisam se adaptar aos novos tempos.

Para você ter uma noção do tamanho do atraso, pessoas nascidas a partir da década de 1980 são consideradas nativas digitais. Isso quer dizer que, se você tem menos de 40 anos, nasceu na Era Digital e foi educado nos moldes da Era Industrial.

O modelo tradicional das Universidades não acompanhou essa evolução da sociedade. As faculdades ainda se organizam de modo que o professor seja mero transmissor de informação, enquanto esta é acessível a todos os alunos de maneira instantânea e gratuita.

Veja, não estou dizendo que o professor não tem mais importância, muito pelo contrário. Acredito que o papel do professor na Era Digital é muito mais relevante que outrora.

Se antes ele era mero transmissor de conhecimento e informação, hoje ele desempenha papel essencial para a aprendizagem. Afinal, informação não é o mesmo que conhecimento.

Assim, o professor deve atuar como um mediador, estimular os alunos ao pensamento crítico, instruir-lhes na aplicação daquilo que aprendem, como defende Ryon Braga, presidente da Associação Internacional União das Américas.

No entanto, são raras as faculdades que se preocuparam em mudar esse modelo de ensino e a dinâmica em sala de aula. A maioria ainda segue o modelo de educação tradicional, herdado da era industrial e isso é um problema.

Entenda os problemas de manter o modelo de educação tradicional na Era da Digital.

Os problemas do modelo de educação tradicional na Era Digital

O modelo de educação tradicional volta-se somente à transmissão de conhecimentos básicos para a capacitação de mão de obra, que será jogada no mercado de trabalho após a formação.

Com o diploma na mão e o desemprego à vista, até mesmo neste ponto a educação tradicional tem falhado, como demonstrarei nos próximos tópicos.

Mas antes de analisar alguns dados que embasam essa minha opinião, quero apontar alguns dos problemas que identifiquei durante a minha formação acadêmica.

Para que você entenda o contexto: minha formação é em Direito (um dos cursos mais tradicionais) em uma Universidade Pública Estadual (completamente engessada por burocracias e negligência do Poder Público).

1. Muita teoria, pouca (ou nenhuma) prática

Tirinha mostrando pessoas enfiando livros na garganta de um estudante, depois ele vomitando sobre um exame e então formado.
Fonte: The Culture of Schooling Cartoon Book

Esse talvez seja o maior dos problemas das faculdades tradicionais.

Ao aluno são repassadas informações em larga escala. Livros, doutrinas, teorias, conceitos, fórmulas. No entanto, não lhe é ensinado a aplicar os conhecimentos eventualmente adquiridos através da ingestão dessas informações.

Não há incentivo à realização de estágios. Em muitos cursos, o estágio sequer é obrigatório.

O aluno passa anos vendo teoria e quando sai da faculdade, tem zero prática. Nunca viu o que estudou por anos acontecendo de verdade. Tem sentido isso?! Óbvio que não.

2. Ensino mecânico: priorização da memorização sobre o aprendizado efetivo

Charge em que um menino está lendo um livro e acima dele há uma placa onde "pensar" foi riscado e está escrito: "memorize"
Fonte: The Culture of Schooling Cartoon Book

Esse problema eu senti na pele.

Como já disse, sou formada em Direito. Durante toda a minha graduação, tive poucos professores que estimularam outra coisa que não fosse memorização.

Para a maioria, bastava decorar o número da lei, o artigo e a consequência.

Estavam preocupados em nos preparar para o Exame da Ordem, não para formar bons profissionais e cidadãos. Queriam manter a reputação da Universidade. Não cair no ranking. A gente que se virasse em decorar todo o vasto conteúdo!

Frustrante!

Mas essa realidade está longe de ser restrita ao curso de Direito.

Como conto em outro artigo, o físico ganhador do Nobel de Física de 1965, Richard Feynman, esteve no Brasil na década de 50 e alertou a academia acerca do ensino de ciências que se praticava aqui.

Feynman disse que o modelo de ensino utilizado em nosso País se tratava de "um sistema de auto propagação, no qual as pessoas passam nas provas e ensinam os outros a passar nas provas, mas ninguém sabe nada". Para ele, não se estava ensinando ciência alguma no Brasil

Mais de 70 anos depois, as coisas continuam iguais por aqui.

3. Desconsideração dos diferentes tipos de inteligência

Charge com vários animais sendo submetidos a mesma avaliação: subir numa árvore
Fonte: The culture of Schooling Cartoon Book

O modelo de ensino tradicional desconsidera as particularidades dos estudantes.

Durante minha formação, conheci pessoas muito inteligentes, mas que iam mal nas provas e penavam para passar nas matérias.

Eram pessoas que dominavam a oratória e sabiam argumentar como ninguém. Mas não eram boas em memorizar artigos e conceitos.

Sabiam escrever redações brilhantes, com uma linguagem impecável, coesão e coerência. Mas nas provas de múltipla escolha, se atrapalhavam e tinham péssimos resultados.

Tenho certeza que você conhece alguém assim. Se você não conhece ninguém, é provável então que você seja assim.

Como satirizado na charge acima, o modelo educacional tradicional desconsidera a existência de diferentes tipos de inteligência e exige que todos os alunos tenham o mesmo desempenho em uma forma padrão de avaliação.

4. Pouco (ou nenhum) estímulo ao pensamento crítico e à criatividade

Charge em que a professora corta o balão de pensamento dos alunos para ficarem quadrados iguais ao dela.
Fonte: The Culture of Schooling Cartoon Book

Ao contrário do que ocorria nas primeiras faculdades, em que o debate e o pensamento eram o foco do ensino, hoje o que se observa nas faculdades é o extremo oposto.

O professor fala, os alunos escutam. O professor pergunta, os alunos repetem o que ele disse. Parabéns! Você acertou. Toma aqui sua nota 10!

Posso dizer que dentre os sei lá quantos professores que tive durante a graduação, um ou dois estimulavam o pensamento crítico. A maioria estava ali apenas para passar o seu conhecimento, sua experiência de vida.

O importante era que entendêssemos o que ele estava dizendo e que fôssemos capazes  de reproduzir nas provas.

De igual modo, nenhuma atividade era realizada para estimular a criatividade. Tudo muito tradicional e padrão: trabalhinho de pesquisa, seminário, prova objetiva e às vezes uma prova dissertativa.

Mas cuidado ao dissertar: “O que você acha não tem importância. Você precisa dizer aquilo que os doutrinadores dizem, apenas isso” – disse-me um professor, em certa ocasião.

Em nada importava minha opinião sobre o que foi questionado. Ele somente queria saber o que os autores das principais doutrinas jurídicas diziam sobre aquilo.

Não pense, memorize.

6. Não preparam para o mercado de trabalho

Charge satirizando que quem sai da escola só sabe fazer prova
Fonte: The Culture of Schooling Cartoon Book

Por fim, o último problema que quero apontar aqui é que as faculdades não preparam as pessoas para o mercado de trabalho.

Você conhece alguém que se formou mas que não atua na área de formação? Pois é. Eu também.

O fato é que as faculdades se preocupam em passar o conteúdo, mas não preparam para o mercado de trabalho. Basta que você aprenda a teoria e tire notas boas na prova. Se você aprendeu a aplicar aquilo, pouco importa.

Em razão disso, é comum ver profissionais recém-formados tendo dificuldade com a prática e, muitas vezes, sem saber o que fazer, nem como atuar ou onde procurar um emprego.

Acredito muito na premissa de que é na prática que se aprende. E isso é totalmente negligenciado neste modelo de ensino.

Ainda, tem o fato de que muitas faculdades passam informações obsoletas, por demorarem para atualizar a grade curricular.

No caso da minha graduação, tínhamos uma matéria de Direito Comercial, enquanto esse ramo do Direito já não era mais chamado assim há anos (o nome atual é Direito Empresarial).

Além disso, os cursos não são interdisciplinares e não acompanham a dinâmica social. Nada ensinam sobre as competências que o mercado deseja, ou sobre as soft skills.

Você sai da faculdade sabendo a teoria do curso que escolheu e... só.
Você não aprende a pensar, não desenvolve competências, nem soft skills.

Você sai completamente despreparado para o mercado de trabalho. Mas prova? Ah! Isso você sabe fazer.

Charge onde a entrevistadora pergunta quais são as habilidades que o entrevistado tem e ele responde que sabe fazer testes
Fonte: The Culture of Schooling Cartoon Book

O problema da massificação das faculdades

Falei até agora sobre os problemas do modelo tradicional das faculdades. Agora quero levar a discussão para outro lado.

De uns tempos para cá, estamos vivendo uma massificação das faculdades.

Cursos superiores são vendidos como promessas de garantia de um futuro brilhante, altos salários, renomadas profissões. “Garanta seu futuro!” – dizem as propagandas. “Você precisa cursar uma faculdade!”

Não tem dinheiro para isso? Tudo bem. Tem financiamento, a mensalidade é baixa, damos um jeito para você se formar – e se endividar.

Não tem tempo? Que tal uma faculdade à distância? Tem para todo gosto!

É claro que a democratização do acesso ao ensino superior tem seu lado positivo. Pessoas que, em outras épocas, jamais teriam condições de cursar uma graduação, hoje conseguem fazer graduação, pós, MBA.

O problema é que, com uma imensa quantidade de instituições oferecendo cursos de graduação, o mercado se tornou muito competitivo e saturado. Isso levou algumas instituições a priorizarem baixo custo à qualidade.

Quer dizer, o importante é manter o preço baixo, ainda que isso custe baixar a qualidade do ensino.

Até que ponto isso é bom para a sociedade? Não sei. Deixo a questão aos sociólogos de plantão.

O ponto que quero ressaltar aqui é o seguinte: teremos emprego para todos esses profissionais formados que estão surgindo?

Acredito que não.

Basta ver a saturação dos mercados tradicionais, como da advocacia.

Agora que todo mundo está fazendo faculdade, ela ainda terá valor para o mercado?

O caminho padrão, seguido pela maioria das pessoas, tem sido fazer faculdade e só então partir para o mercado de trabalho.

Será que optar por economizar anos da sua vida em uma formação teórica, partindo logo para a prática, não é melhor para você? É algo a se pensar.

“Se todo mundo está fazendo, existe uma grande chance de não ser o melhor a se fazer. Fuja do efeito manada.” – Flávio Augusto, empresário brasileiro criador da Wise Up.
Charge bois seguindo manda entrando em uma churrascaria
Fonte: Saulo Takahashi

Ainda vale a pena fazer faculdade?

Tudo o que falei até aqui pode ter feito você acreditar que eu diria que não vale a pena fazer faculdade. Até poderia ser, tendo em vista o atraso do modelo de ensino tradicional.

Mas embora isso seja um problema, fazer faculdade ainda vale a pena, pelo menos no Brasil e do ponto de vista financeiro.

Em comparação feita pelo IBGE de dados brasileiros com os das nações que integram a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil é o país onde cursar o ensino superior mais aumenta as chances de empregabilidade e de ter salário maior.

Enquanto uma pessoa com o diploma universitário no Brasil ganha 2,5 vezes mais do que alguém com ensino médio, a média na OCDE, para um conjunto de 46 países (36 membros + 10 afiliados), era de 1,6 vezes mais.

Por outro lado, 40% dos jovens com ensino superior não têm emprego qualificado. Isso significa que, embora uma graduação possa ser fator que influencie na remuneração que você terá no futuro, diploma não é garantia de emprego.

Algo que me preocupa é ver pessoas utilizando o argumento de que fulano criador de não sei o quê largou a faculdade e hoje é bilionário. Bom para o fulano! Mas duvido muito que largar faculdade seja requisito para se tornar bilionário.

O problema é que muita gente se compara com pessoas que estão em realidades muito diferentes das delas. Você precisa olhar para a sua realidade ao tomar uma decisão.

Antes, é preciso saber quais são seus objetivos. Qual é o teu emprego dos sonhos? Ou você quer ter seu próprio negócio?

Se você sabe qual carreira quer seguir, pesquise empresas da área e veja se diploma é um requisito. Empresas como Google e Apple, que antes exigiam diploma para contratar, hoje já não exigem mais.

Mas isso significa apenas que eles querem que você demonstre possuir uma habilidade excepcional por outros meios, que não um diploma. Afinal, como disse o visionário Elon Musk, diploma de universidade não comprova capacidade.

Vale dizer que algumas empresas ainda veem o diploma como algo importante, mas não para comprovar o conhecimento na área ou certas habilidades. O diploma universitário é visto mais como uma prova de que a pessoa é resiliente, afinal, passou por um longo e árduo processo para obtê-lo.

Por isso, muitas empresas aceitam graduações diferentes para uma mesma vaga: direito, administração, turismo, tanto faz. O importante é que você tenha ensino superior. A habilidade técnica, eles te ensinam na prática.

Por fim, para algumas pessoas, a depender de suas escolhas profissionais, cursar faculdade não é uma opção. Algumas profissões precisam de diploma, como médico, advogado, psicólogo, professor, nutricionista e muitas outras.

Também não é opcional para quem almeja determinados cargos públicos. Muitas oportunidades de concursos públicos exigem um diploma de curso superior para a aplicação à vaga. E isso se traduz, também, em cargos de maior relevância hierárquica e com os salários mais altos.

O mesmo vale para aqueles que desejam seguir carreira acadêmica, embora exista um movimento de “educação fora da caixa” defendendo um conceito de doutorado informal. Sobre isso, vou falar a seguir.

Caminhos alternativos: outras formas de instrução

Existe um movimento muito forte de resistência à educação formal. Os motivos são todos aqueles que descrevi ao longo deste artigo.

Neste contexto, fala-se em “educação fora da caixa”, que defende o ensino autodirigido. A base dessa ideia é que a pessoa aprenda a aprender por conta própria.

Consiste em escolher os próprios objetos de aprendizagem, trilhar o próprio caminho. É a ideia de ter Independência Intelectual, como defendemos aqui na Apetrecho Digital.

A questão é que existem muitos caminhos alternativos à faculdade. Os próprios cursos profissionalizantes, o aprendizado autodidata de habilidades técnicas, estágios, programas de aprendizes e por aí vai.

A faculdade não é o único caminho, nem o caminho mais seguro.

Quem fala bastante sobre esse assunto é o escritor Alex Bretas, idealizador da ideia de doutorado informal. Vale a pena dar uma olhada nos seus livros.

Conclusão

Depois de analisar todos esses fatores e argumentos, a conclusão só pode ser uma:

Ainda vale a pena fazer faculdade? DEPENDE.

Depende da sua intenção em cursar uma faculdade, visto que não se trata de garantia de emprego e bons salários, embora no Brasil ainda seja um importante diferencial.

Preste atenção: é diferencial, não é garantia.

Também depende da sua condição financeira, do seu objetivo profissional, da sua consciência de saber de fato o que quer da vida. Afinal, começar uma graduação apenas para ter uma graduação, não é uma escolha inteligente.

Outro fator que vai determinar se vale a pena você fazer faculdade ou não é a sua capacidade de autodireção dos estudos. Tem gente que precisa estar em uma sala de aula para aprender e  se você é assim, não há nada de errado. Para você, vale a pena fazer faculdade.

Ainda, a faculdade é a única opção para quem deseja seguir alguma daquelas profissões que mencionei anteriormente, como advocacia, medicina, enfermagem, entre outras. O mesmo para quem deseja prestar certos concursos públicos ou seguir carreira acadêmica.

Todavia, não vale a pena fazer faculdade se o seu objeto é se inserir no mercado de trabalho o mais rápido possível e trabalhar em setores dinâmicos, como é o caso do marketing digital, designer, etc.

Para empreender também não é necessário ter faculdade. Boa parte dos empreendedores que conheço não têm formação em Administração de Empresas e acredito que não sintam falta disso.

Enfim, esse texto já ficou mais longo do que o costume e você provavelmente está cansado desse monólogo.

O mais importante é que você tenha compreendido que fazer faculdade ainda vale a pena para algumas pessoas e para outras não. Aquela velha história de que para ser alguém você precisa de um diploma já não é mais verdadeira. Também, diploma não é mais garantia de emprego.

Porém, se depois de ler tudo o que leu até aqui, você continua acreditando que para você vale a pena fazer faculdade, temos um artigo que pode ajudar você a escolher qual faculdade cursar.

Confira: Conheça os 3 tipos de graduação e saiba como escolher a melhor para você!

Até a próxima!

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